segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


O Pequeno Semeador.
W.Faria

um jovem caminhava dizendo não saber como ajudar o próximo, encontrou um morador de rua e deu algo para ele comer, o jovem achou pouco, então foi até uma grande cidade e começou a reunir amigos para ajudar, conseguiu inúmeras doações e ainda assim achou pouco, percebeu que só estava dando de comer e não ensinando a pescar, então, sem dinheiro para criar uma instituição para abrigar esses moradores, se retirou e foi para o interior, lá encontrou um animal ferido na entrada da cidade, o acolheu e limpou seus ferimentos, começou a reparar vários animais feridos próximos a uma linha férrea, começou a acolhê-los e limpar suas feridas, passando alguns dias ele conheceu pessoas que gostavam de animais e convidou para ajudarem neste trabalho, ele em pouco tempo reuniu cerca de 6 pessoas para ajudar, porém ele não tinha dinheiro necessário para abrir um centro de tratamento para estes animais, se sentiu pequeno novamente e se retirou da cidade, foi para o alto de uma montanha e começou a chorar se sentindo pequeno, foi quando encontrou uma energia pairando no ar que lhe perguntou, OQ ESTÁ FAZENDO ESCONDIDO AQUI? o jovem, pasmo, respondeu...
um jovem caminhava dizendo não saber como ajudar o próximo, encontrou um morador de rua e deu algo para ele comer, o jovem achou pouco, então foi até uma grande cidade e começou a reunir amigos para ajudar, conseguiu inúmeras doações e ainda assim achou pouco, percebeu que só estava dando de comer e não ensinando a pescar, então, sem dinheiro para criar uma instituição para abrigar esses moradores, se retirou e foi para o interior, lá encontrou um animal ferido na entrada da cidade, o acolheu e limpou seus ferimentos, começou a reparar vários animais
feridos próximos a uma linha férrea, começou a acolhê-los e limpar suas feridas, passando alguns dias ele conheceu pessoas que gostavam de animais e convidou para ajudarem neste trabalho, ele em pouco tempo reuniu cerca de 6 pessoas para ajudar, porém ele não tinha dinheiro necessário para abrir um centro de tratamento para estes animais, se sentiu pequeno novamente e se retirou da cidade, foi para o alto de uma montanha e começou a chorar se sentindo pequeno, foi quando encontrou uma energia pairando no ar que lhe perguntou, OQ ESTÁ FAZENDO ESCONDIDO AQUI? o jovem, pasmo, respondeu...
sou pequeno demais e não pude ajudar os homens e nem os animais. foi quando a energia se fez presente no corpo de uma pequena criança que lhe disse:
AMIGO, VOCÊ SEMPRE AJUDOU E ESSAS DUVIDAS SEMPRE FIZERAM PARTE DE QUEM QUER AJUDAR QUANDO DEU DE COMER AO DESABRIGADO VC SENTIU Q PRECISAVA FAZER ALGO
PLANTOU SEMENTES NO CORAÇÃO DOS OUTROS E HOJE ELES CONTINUAM O TRABALHO QUE VC INICIOU, PORÉM VC PRECISOU EVOLUIR E CAMINHAR SÓ PODERIA CONTINUAR SUA JORNADA SE SENTISSE QUE JÁ NÃO ERA MAIS NECESSÁRIO NAQUELE LOCAL, SE SENTIU PEQUENO MAS CONTINUOU E ENTÃO FOI ATÉ A CIDADE GRANDE E INICIOU UM NOVO TRABALHO
PLANTOU SEMENTES NOS CORAÇÕES DOS OUTROS E HOJE ELES CONTINUAM SEU TRABALHO,NOVAMENTE FOI PRECISO QUE VC SE SENTISSE PEQUENO PARA EVOLUIR,FOI QUANDO VC FOI ATÉ O INTERIOR E CUIDOU DOS PEQUENOS ANIMAIS E PLANTOU NOVAS SEMENTES EM NOVOS CORAÇÕES.HOJE ELES CONTINUAM SEM VC POR PERTO NOVAMENTE SE RETIROU E VEIO ATÉ O ALTO DESTA MONTANHA PROCURANDO PAZ INTERIOR SE ACHANDO PEQUENO E AGORA, SÓ AGORA PÔDE ENTENDER O TAMANHO DA SUA MISSÃO NESSA TERRA. ENTÃO VOLTE E CONTINUE SEMEANDO, POIS AINDA EXISTEM CORAÇÕES VAZIOS PRECISANDO DE SUA SEMENTE. SENTIRA Q É PEQUENO PARA NUNCA PERDER SUA HUMILDADE.
MAS LEMBRE-SE QUE ESTE SENTIMENTO É QUE LHE FAZ FICAR EM MOVIMENTO.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Quando ela Dorme
W.Faria

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Olho D'água
W.Faria

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Olho D'Água
W.Faria 


O rio que rasga a terra, 
Que traz pedra, peixe e vida,
Da de beber a bicho, e gente,
Gente que nem mais acredita.


Com seu lençol transparente,
Move o mundo num repente,
E faz o mangue criar vida.


Meus pés se calçam de rio,
O rosto se vê já tremendo,
E a água não é nunca a mesma,
Vai por aí se refazendo, 
Recriando movimentos,
E se moldando ao tom do vento.


As beiradas ensopadas,
Em leve deslocamento,
Se aquietam ligeiras,
Quando surge o barravento.


As mãos da moça que enxágua,
Fazem torpes unhas e saias,
Mas lavam os sonhos mais belos,
castelos, farturas e praias,
Chegam a sonhar em ser rio,
Para irem se movendo,
Em puro molde do tempo.


A beira do olho d'água,
Uma doura mulher me chama,
Me sorri e me acena,
É quando o rio se inflama,
Rasga o peito e se derrama,
corre nas veias as curvas de suas águas,
E os pés, já calçados de rio,
Dão leves e lentas passadas.


Foi lá, na beira do olho d'água,
Onde minha mãe chorou,
Onde meu avô se sentava,
Com a vara de pesca moída,
E o anzol velho e torto,
ficava lá toda a vida,
Esperava o peixe suposto,
Voltava de mãos abanando,
Dizendo que o peixe maior,
Vinha mesmo lá pra agosto,
Aí voltava pra casa,
Com um sorriso largo no rosto.


A água tem dessas coisas,
lava, leva e se refaz,
desaguam nelas os sonhos,
E criam-se muito mais,
Sorrindo, como o rio, me vou,
No mesmo rio comprido,
Onde minha mãe chorou.

sábado, 28 de janeiro de 2012


A Dama da voz.
W.Faria

Fios emaranhados como o novelo da vida,
Vida emaranhada no fio do tempo,
E o tempo se desfaz sob seus pés,
Dizem que ela, rasgando o dia,
Se foi com sua melodia,
Forte canto de Iara,
Que ao lonje se ouvia.

O mar, escuro que só,
Trouxe o tom da dama d'água,
Fez da brisa um lençol,
Que ela nem precisava.
Pois tece o tempo,
Vai com o vento,
Brota de dentro e me faz em migalhas.


O céu confuso no mar,
Se perde em estrelas que caem de lá,
Se mira na água e se turva ao ouvir,
A voz que lhe diz claramente para perder-se de sí.

A voz atrai barcos, marujos, navios,
Desfaz ondas e é do frio o arrepio.

Vê! é ela, Iara, cantando o seu amor,
Vê! sou dela, Iara, comigo por onde eu for.

E me vou, morrendo pouco a pouco,
sobre os sonhos amarelados das pessoas cinzas.

És mistura de mar, céu e convés,
És conto de pescador, nas ondas da solidão,
És ùnica criatura, durmo fácil em teus pés,
És mística criatura, com o mundo em suas mãos.

A Dama da voz de açoite,
Mesclando luz do dia,
Com o doce pecado da noite.


Para Daiane Landim, eterna "TISA"

sábado, 21 de janeiro de 2012

Carícias Pequenas
Emili Pinheiro e Wesley Faria 

Se por vezes eu quero sempre mais, espero sempre mais
Outras tantas eu desisto de tentar, eu que imploro um sinal,
Que anseio pelo que há de vir, num devir que se redemoinha
Ao meu redor, dentro de mim, perderei tempo suficiente até
Chegar no mar aberto das tuas quimeras

Eu que gosto tanto de ver os fósforos queimando,
Velas derretendo em amarelo cor de sol, cor do céu no pôr-do-sol,
Apagaria tudo só p fechar os olhos e pensar que está cada vez mais perto,
Sentir o gosto doce do seu cheiro passando numa brisa
Como a respiração do meu desejo de te ver,

Desejo leve de te ver passando, feito brisa que nasce a cada amanhecer,
Feito o tom suave da melodia de um pássaro solitário em tarde fria.
Te ver passando como a chuva lavando o vidro da janela,
Como o orvalho que acaricia delicadamente a flor até cair na folha.
Ver você chegar como a onda que se torna maior ao tocar a beira.

Eu, que sempre tive passos firmes feito a lenta procissão,
Faço de mim equilibrista que ruma bambo pelo chão,
Feito a chama que dança em círculos quando aproximam-se suas orações.

Se por vezes eu quis o céu,
Hoje quero apenas ser, ao léu,
Hoje quero apenas ter, meus olhos sob o seu véu,
Hoje quero apenas, ser somente sua morena,
Hoje quero, apenas, carícias pequenas.

Emili Pinheiro nossa parceria ja deu certo heim! rs

domingo, 15 de janeiro de 2012

Barcos.
W.Faria

Um barco, lestada forte, pescado vindo do norte.
Morena a beira dágua, olhares entregues a sorte,
A luz que recai na areia, colore os pés da sereira,
Morena feito noite sem luar.

As flores lancadas à água, revestem a Dona do mar,
Rainha das belas candeias, Senhora, Odoya, Saravá.
Os barcos, pequenos navios, Pintados de tons tão macios,
Deslizam e tropeçam nas ondas, no tapete da grande maré,
Vão levando sonhos belos, desejos, sorriso e choro,
Os pequenos, delicados, se escondem sob os pescados,
Em alto mar tem tons de cobre, adiante tem tons de ouro,
Barcos feitos pelas palmas e velejados pela fé.

para Yohana Mazza...com fé e afeto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fim da Chama, Início da Chuva.
W.Faria

O suor que cai na terra, 
vem do rosto que espera, vem da presa que pondera
E se deita rumo a paz.
A vela, suor de santo, 
Que escorre sobre seu manto, 
Ao ter fim, 
Se pode ver que principia temporais.


Para a amiga Diana Mazza, em uma tarde de calor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ron Gajão
W.Faria


Volto logo ao lar da estrada,
Empoeirado e perdido no oco do tempo,
Durmo o sonos dos pobres, 
Preocupados com o relento,
Os pés sustentam o sonho,
A mente sustenta a prece,
Transformando em poesia e canção,
Toda pedra que aparece.
Estradas são belas damas,
Que em meu ombro adormecem,
Com carinho percorro teus corpos,
Que meus olhos jamais esquecem,
Novo dia e novo sol, 
A fogueira de todo ano,
O mundo diminui aos poucos,
Para mim que sou cigano.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012


A tarde do ouro.
W.Faria

Hoje o céu surgiu denovo,
entoava um novo tom,
uma pitada cor de ouro,
um tantinho também de marrom.

olho o céu amarelado e me pergunto como pode,
se num dia eu lhe revejo em cada cena de beijo,
paro e penso como pode o céu mudar meu olhar?

Num lampejo vejo a cena,
que me faz sentir pequena,
feito DOCE a esperar pela boca a salivar,
mesmo a dor é minha amiga,
Quando penso que minha vida
É feita pra me entregar.

A tarde chega chuvosa,
feito vela que queima cheirosa,
feito a moça que passa rasteira,
feito a onda sultuosa,
Que lambe do mar a beira.

Ela vem lá do amarelo,
Anuncia o sonho belo,
da noite que vai chegar,
A tarde faz seu castelo,
Feito ouro a cintilar,
E a chuva que cai de leve,
já havia sido anunciada,
no canto do sabiá.


para a amiga Emili Pinheiro com os braços poeticamente abertos para a amizade.

A cor do teu olho
W.Faria

A cor do teu olho, já não é mais azul,
Já tem tanto tom, não tem mais tanto mar
Tem as naus que se vão, quando querem voltar,
Quando querem voltar

Na cor do teu olho, vejo a porta entreaberta,
A palavra mais certa, pro que sinto é "vão"
Como a marca do anel que carrego na minha mão,
Na minha mão.

Sentidos antigos, não passam de papéis,
Amarelo ouro, como a cor dos anéis.

A cor do teu olho, não tem mais tanta luz,
Hoje guarda o segredo, que o peito traduz,
A poeira da estrada e a porteira fechada,
Fazem teu olho ter a cor da madrugada,
Da madrugada.

domingo, 1 de janeiro de 2012



Poeta q é poeta nunca se afasta dos seus, andamos em bandos, caravanas, em carros sem pneus, poeta q é poeta não precisa de adeus, se vai assim de mansinho e diz q é vontade de Deus.


W.Faria

Reestréia
W.Faria

É noite,
O palco mostra sua pele nua,
recobrindo meus pés com sua madeira iluminada,
Parece que espera o meu passo rumo a entrada.
Cortinas semicerradas,
poltronas reclinadas esperando almas,
Almas enclinadas a se desmancharem em palmas,
E as palmas, pouco a pouco tomam ares de calor.

Olho a cena que me chama,
Que declama seu amor,
A pena, arma célebre de minha guerra,
Companheira de batalha,
É agora redescoberta,
Como flecha que não falha,
Toca o alvo,
feito o rai que culmina na serra.
Refaz a cena primeira,
Do princípio a derradeira,
É meu tempo escrito no rosto,
Tem gosto de movimento,
Me movo conforme o vento,
E passo feito o relento.

O tic e tac das horas,
entalha o momento em meu peito,
e mesmo com medo do fronte,
me vou e sigo meu jeito,
riscando palavra adiante.

A noite desfaz o meu medo,
O palco me ama em segredo,
Recai sobre minhas paixões,
As cortinas me vestem de amor,
As palmas me arrancam trovões.

para a amiga Anielli Carraro
com um abraço rimado e amoroso!

Bosque Florido.
W.Faria

O campo parece longe,
as flores nem vejo bem,
parece que a noite esconde,
o bosque de quem não vem.

O verde agora é cinza,
as flores tem tom de saudade,
o bosque que agora dorme,
amanhã pode ser verdade.

É certo que estou parado,
esperando o sol nascer,
relendo todo recado,
que o bosque me quer escrever.

As vezes eu leio "Venha"
tem horas que leio "Pare"
mas mesmo sendo eterna,
a espera pelo bosque vale.
Vestido-mar
W.Faria


O mar faz milagres

com a mente da gente
parece que lava oq tem por dentro
seca oq tem por fora
transforma a cor em sentimento
traz o distante pro tempo de agora.

olhando o mar não tem quem não queira
ser pescador ou ave praieira,
ser marinheiro ou barco a vela
contanto que o barco deslize no azul
e o azul seja a cor do vestido dela.