quarta-feira, 14 de setembro de 2011



Leila
W.Faria
Sou dona do ar que me guia,
Eu guio o ar no qual me lanço,
Num dia a dia tão leve, que quase nunca me canso.
Sei que nascer é sentir o vento nos tocar os cabelos,
Sei bem que sentir é nascer para uma nova pulsação,
também sei que pulsar é deixar-se envolver pela sua canção.
Sei que minha força vem de dentro, do antes e do amanhã,
sei que sou oque tenho por dentro, dentro sou oque quero ser,
um suspiro suave de vento e um brilho a se acender.
A alegria de ser quem eu quero me toma ao acordar,
me arranca suspiros sinceros, me faz cantarolar,
O sorriso me arranca dos olhos o véu que envolvia a luz,
me faz perceber belas cores em flores que fazem juz.
Vejo estradas por onde passo, vejo cores
Vejo estradas passarem por mim, vejo amores,
Sinto, pulso e vivo, a cada dia um pouco mais,
Se ontem fui barco a deriva, hoje encontrei meu cais.
Para a amiga Leila, com todo o carinho de um pequeno poeta.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sorriso


No verso do vento vejo as cores do mar, vejo o Sorriso do tempo, vejo a flor se deitar, vejo o canto do céu, sinto que enquanto ando o mundo para sob meu chapéu. Tenho o tempo que quero, quero o tempo que tenho, sou o tempo que vejo, faço do tempo um desenho, com cores, tons e sabores, melodia para meu dia, melodia para meu ser, mel para meus lábios, poesia para viver.


poema de improviso para a amiga Viviane Saar
Quem vem Lá?

Quem vem lá? serás tu ? coragem, que me arranca do leito e em despeito a minha dor me põe a sofrer de amor? Ou seria tu, canção? a quem rogo ouvir o dia todo, transformando meu inverno em verão? Em meio ao nevoeiro denso da minha vida vejo que quem se aproxima, vagarosa e prevenida é a Vontade que tenho de ter a vida mais vivida, Ter o doce mais doce, ser o verbo mais latente, ser do mundo imensidão e no horizonte estar presente.

poema de improviso para a amiga Diana Sabadini.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Efêmero

Efêmero.
W.Faria

Meio dia, meia tarde,
não se sabe ao certo quanto tempo temos,
Temos tempo, temos nota, não se nota nosso tempo,
nem ao certo o que denota nosso tempo que se esgota,
Efêmero, por entre os dedos.
Quero o antes e o outrora, quero o sempre e o agora,
Não mereço tanta vida, nem aqui nem lá fora.

Passa o dia, temporais,
passam as roupas dos varais,
Varam a noite a passar,
os pensamentos sempre iguais,
Dia finda, dia fundo,
me afundo em mares e vendavais,
Afim de resgatar da tarde a cena que a noite faz.



> poema de improviso feito para o amigo Lucas Motta.

Eu Sol


foto: Lucas Motta.

Eu Sol.
W.Faria

Ergo-me por sobre a montanha, realço os tons da vida e sussurro um hálito quente sobre tua paisagem gélida.
Vem, deita diante de mim e consome a cena bela pintada pelo douro que se fez presente.
Olha, já é hora, não se esconda, é nítido que a emoção lhe salta os olhos.
Perceba como ela brinca com tua pele e lhe faz rubro onde antes era pálido,
Sinta que o outrora frio agora é quente.
Toque o douro onde antes era intangível,
Veja o indivisível ser compartilhado por tamanha beleza,
Fale sobre mim, sobre como ergo-me e sobre meu deitar,
Sobre como o inanimado pode se deitar,
Sou a lira dos ventos, sou a luz do caminho,
Sou eu sempre presente, as vezes a luz do caminho,
Sou quem quero ser, sou todo o brilho que você vê,
Sou quem anuncia o canto do rouxinol,
Muito prazer, eu sou o Sol.