terça-feira, 22 de março de 2011

Exrio




Mover o rio,
Dissipar o pó.
Cortar o tronco,
Cortar sem dó.

Parar a canoa,
contra o vento e o nó.

O sumo não derrete ao sol,
O sumo sacerdote não se equivóca,
É de fé e de cera sob os pés da santa,
Onde as mãos se queimam e o povo pranta
é de fome, de pé na terra que ela dança,
criança, sanidade da lembraça.

Tentam e atentam os olhos embutidos de água doce,
ribeirinhos frente ao rio que ruindo tenta se salvar do açoite.

E a sangria desaguada corre pelas matas séquidas do sertão.

ta certo não, ta certo não.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Incógnita

Pequena incógnita...pequeno martírio...poucas palavras, muitos suspiros...
Pequena incógnita....refazendo o ar por onde passa, onde era dor, agora é graça,
onde era ardor agora relaxa...

Pequena incógnita.....pequena fresta de luz pela porta passa, ora luzente ora se embaça.

A única certeza é que agora não há certeza alguma....o tempo se faz dia a dia....
o amor se renova dia a dia, cria horas e momentos....o amor refaz o tempo.


te amo...preta.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Natureza morta


- Ja é tarde! grita o pequeno vaso de flor na janela, com suas cores que fazem lembrar filmes de almodôvar, com suas pétalas que aveludam-se mais a luz do sol.

- Já não se pode fazer mais nada! completa o vaso em sua exclamação derradeira.
Mas pelo que choras? Um ser oriundo de tanta beleza, de tanta mágica, ser de tanto luzir, oque pode ser? seria o orvalho gélido matinal? Seria o nada fotossintético anubliar anunciando a próxima estação?

Nada disso, nada faz sentido.

Nada é tão ruim assim.
Pelo que o vaso grita, pelo que exclama ao jasmim, é não poder andar liberto, meio as flores do jardim.

Homem Cansado



Num dia branco ele sai, vai até a varanda, olha para a nuvem, vê um bicho,
Cantarola uma canção sem ritmo, mira a cama, mira a rua, mira o sofá, mira o relógio, mira o sol, se cega, mira os pés, mira na fonte e não bebe.
Cansado de viver de mira, mira na fonte e atira.

Enfim, o descanso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cores

Preciso de uma palavra para escrever um poema,
Pensei em pena, pensei em cena, mas não creio nessas palavras,
Então deixei de lado a pena que vomita o lirismo que me entope as veias e peguei meu violão,
Porém me fugiram os acordes,
um dia acordo de acordo com a arte que escrevo e vou viver de cores,
As mesmas cores das quais já bebo.


W. Faria

domingo, 19 de setembro de 2010

A Discussão é a arma dos fracos e o silêncio a arma dos fortes.
w. faria

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Palmas para mim

Um bolo,
uma vela,
um aplauso,
uma tela.

Pinto a óleo,
escurece,
pinto o quadro,
que envelhece,
na poeira,
se esquece.

Sinto o tempo,
o relento,
acalento,
sinto e penso,
sou o que sinto,
sou o vento,
eu não minto.

Mais Rugas, mais amor!