Onde estava o vento quando precisei?
onde estava o vento?
E o cometa, riscando o céu com seu brilho enevoado?
onde estava?
Onde estavam os pássaros gorjeando meu lampejo de poema?
onde estavam?
Onde estava o rio a quem supliquei o renovo matinal?
onde estava o rio?
Novamente sou estrela,
novamente sou luar,
novamente sou poema,
pela vida a passar.
Novamente me pego me esvaindo líquido,
Sob os raios do sol,
novamente me recolho sob as notas miúdas do canto do rouxinol.
Vez em quando me pego voando baixo enquanto escrevo
Mesmo sem saber se devo, me atrevo,
Num dia de desalento,
Vôo pra longe daqui,
Pego carona ligeiro,
Com direito a um só passageiro, no canto do colibrí.
Meu coração viajante,
Que na vida está sempre adiante,
rumando sem direção.
Num dia de desalento,
Eu a viola e o tempo,
voamos pra o alto mais alto,
sentados na cauda do vento.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Estrada...
Pobre estrada que espera passos pra ser caminho, pobrezinha
Que não sabe que por si só já é passagem.
Pobre estrada que precisa ouvir o som dos que passam para sentir-se útil, pobrezinha.
Pobre dela, não sabe que é dela de quem precisam, é nela onde se depositam os sonhos apressados dos que correm suas vidas, onde caem os suores dos que mastigam suas horas e minutos, nela estão fincados os pés dos passantes, é o meio para se chegar, todos sentem, todos vêem, só ela não sabe.
Calma
As vezes acho que a calma que sinto é uma vontade reprimida, que de tão grande não cabe em mim e me paralisa por fora. Porém é por dentro que sinto um fluxo constante e inquieto que me faz explodir aos poucos em poesia. Essa mesma poesia me toma como uma doença toma sua vítima, por mais que pense em me livrar dela, até meus pensamentos são em forma de poemas.
Dou graças por terem inventado a caneta e o papel, assim não morro de implosão.
Dou graças por terem inventado a caneta e o papel, assim não morro de implosão.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Pátria ARMADA
w.faria
Ouviram do Ipiranga alguém gritar mas não sabiam o que queriam dizer
E me disseram que um dia isso ia estar no jornal e na TV
Me disseram que era importante entender que o brado heróico foi por mim e por você
Mas acho mesmo que o sol da liberdade não garante o meu direito só garante o meu dever
E eu vou, Idolatrando e cantando à pátria amada que se perde e ninguém vê
Quantas histórias ainda vão me contar? E quanto tempo eu vou ter que escutar que esses dias foram marco na história, disso eu já sei mas a história é aqui e agora.
É tanta gente que se deita em berço esplêndido que só sobrou o papelão para você
E pra mim, o que sobrou dessa historia tão mal contada foi um verso que se perde pelo ar,
Crianças cantarolam pop na calçada e nem sequer do hino ouviram falar
Moleques jogam violência o dia inteiro, e dão descarga na sua vida no banheiro
Coitado do professor que até facada levou só por tentar falar da vida de um herói
Coitado do seu cantor que foi vetado por falar onde dói
Portrait
Os dias passam.
W.Faria
Para onde vão os dias que me escapam pelas mãos?
Para onde vão?
De repente, num susto me deparo com tal dúvida,
Que quase sempre culmina em pranto,
Que quase sempre surge a noite,
Açoite!
Suspeito que me é sussurrada pelo travesseiro,
Aquele traiçoeiro pedaço de pano,
Me abraça e faz da dor que passa um manto,
É seu plano!
Me cubro, recobro e durmo,
Sem ter a resposta.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
coisas da vovó don'ana
Bolo de fubá cremoso
INGREDIENTES:
- 3 xícaras (chá) de açúcar
- 3 ovos
- 1 colher (sopa) de margarina
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 ½ xícara (chá) de fubá
- 1 xícara (chá) de queijo ralado
- 4 xícaras (chá) de leite
- 1 colher (sopa) de fermento em pó.
Modo de preparo: bata bem todos os ingredientes no liquidificador, menos o fermento. Acrescente o fermento e bata rapidamente. Despeje numa assadeira untada de 32,5cm X 24cm e leve ao forno preaquecido moderadamente (180ºC) por 45 minutos. Deixe esfriar e corte em quadrados.
Parece bobo mas quando tenho um pedacinho de bolo de fubá na mão, sinto-me de mãos dadas com minha família, de mãos dadas com o passado, de mãos dadas com o carinho.
INGREDIENTES:
- 3 xícaras (chá) de açúcar
- 3 ovos
- 1 colher (sopa) de margarina
- 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 1 ½ xícara (chá) de fubá
- 1 xícara (chá) de queijo ralado
- 4 xícaras (chá) de leite
- 1 colher (sopa) de fermento em pó.
Modo de preparo: bata bem todos os ingredientes no liquidificador, menos o fermento. Acrescente o fermento e bata rapidamente. Despeje numa assadeira untada de 32,5cm X 24cm e leve ao forno preaquecido moderadamente (180ºC) por 45 minutos. Deixe esfriar e corte em quadrados.
Parece bobo mas quando tenho um pedacinho de bolo de fubá na mão, sinto-me de mãos dadas com minha família, de mãos dadas com o passado, de mãos dadas com o carinho.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Noite Escura
Dia cinza, noite escura, pena branda e penumbra.
Nada de novo no ar, nada no mar, apenas o luar descansa à sombra.
O orvalho repousa sobre a folha e se cobre com o vento delicado da madrugada,
Nada é fim, é tudo estrada.
Som de alvorada ou revoada? tanto faz, em um o renascer n'outro o renovar.
A ESTRELA assiste o mover criado pela luz pálida do luar,
não sei se é belo, não sei se é encanto, sei que nessa noite escura ninguém ouvirá meu pranto.
W.Faria
Nada de novo no ar, nada no mar, apenas o luar descansa à sombra.
O orvalho repousa sobre a folha e se cobre com o vento delicado da madrugada,
Nada é fim, é tudo estrada.
Som de alvorada ou revoada? tanto faz, em um o renascer n'outro o renovar.
A ESTRELA assiste o mover criado pela luz pálida do luar,
não sei se é belo, não sei se é encanto, sei que nessa noite escura ninguém ouvirá meu pranto.
W.Faria
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