Pra que?
w. faria
Pra que serve o medo?
De onde vem esse tal sentimento que tortura as veias e nos manda direto pro abismo obscuro e gélido da inércia sentimental?
Pra que serve o medo? E o escuro, pra que serve? Pra que serve essa ausência de imagens? Essas sombras que se atrevam sobre nós e sob o céu? Pra que serve o céu?
Certa vez, quando criança, me disseram que o céu serve para os bons, mas e os maus? Merecem o céu ou merecem mais tempo? Pra que serve o tempo? Esse emaranhado de pontos, horas e ponteiros, ora curtos ora longos, tempo bom, tempo ruim, tempo de chuva e de sol, pra que serve
o sol? Pra iluminar talvez, mas o que ninguém sabe, o que ninguém desconfia, é que o sol não ilumina a si mesmo, ele vive para iluminar os demais, a sí mesmo, ele queima, ele arde, ele se torna fogo e se consome em labaredas, em piruetas coloridas, vermelhas, amarelas, brancas e pretas. O sol serve aos outros, serve aos homens, mulheres, crianças, bichos, plantas flores, cores, montanhas e planíces com seu calor, ele é um garçom celestial, com um dom fenomenal, chega até dar medo de tanto poder, mas pra que serve o medo?
O medo é o freio do homem, é o alicerce da fé, e pra que serve a fé? Para nortear o caminho, para sentir que não estamos sozinhos e pra que ficarmos sozinhos? Se é no outro que nós nos vemos e revemos, revemos conceitos, direitos e feitos, é no outro que tentamos ser perfeitos, e
pra que ser perfeito? Ser óbvio e cheio de dogmas, pra que? se é no erro e nos deslizes que sorrimos mais, fazer tudo igual não é normal, e pra que ser normal? Se ser normal é ser igual, quero ser igual a quem não é nem de perto normal, quero ser desigual, desigualmente poesia, desigualmente amante, desigualmente romântico, desigualmente complexo, ser o nexo do desconexo e por fim, ser o eixo do desleixo e da minha poesia, colorida que erradia tanta vida, quero ser cada letra, que transporta a marcha lenta, toda minha magia.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de poesia quem vai?
w.faria
Olha ae, quem vai?
Quem vem?
Vale mais,
Um vintém,
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de verso e prosa quem vai?
Quem vem de poesia quem vem?
Quem vende a poesia que tem?
Quem vem de verso que critica?
Quem vem de verso que afaga?
Quem vende verso que espeta?
Quem vende verso que encoraja?
O verso é a frente de batalha!
O verso é o fronte que se espalha
A fronte sou eu!
O afronte é meu!
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de verso e prosa quem vai?
Quem vem de poesia quem vem?
Quem vende a poesia que tem?
É barato!
Um barato!
Morte à barata e vida longa ao gato.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Mar vermelho
Oq se vê no horizonte? ventos frios, céu noturno e trevado. Donde vem o vento? donde vem a escuridão? Donde vem o frio que corta as cortinas rumo a face? somos apenas plumas sob a tempestade, gelo sob o sol, seres repletos de resiliência tentando cruzar o mar vermelho.
Mar que se finda e se reinventa no rochedo, onde ancoramos ou batemos,
oq difere a chegada é o rumo que tomamos.
Finda noite, finda dia, vida, sorte ou vazia.
Improviso, dia 30/12/09 - 21:18
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Auterego.
O homem do chapéu vem, vai, sorri e sai,
deixa seu rastro de felicidade numas poucas
letras tangidas por sua mão, escritas com
amor num pedaço de papel de pão.
Salve homem do chapéu, salve.
domingo, 27 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Drem a little dream with me
A Velha Praça
Na praça não passa luz,
A luz não passa apressada,
A praça que me conduz,
À luz que passa com graça.
Na praça um velhinho sorri,
Na praça passeia um gurí,
Com bola, sua pipa e peão,
E com seu mundo em uma mão.
Na praça não tem nevoeiro,
Preocupação e desespero,
O tempo pára na praça,
O mesmo tempo, que passa,
Com luz, beleza e graça.
Ao meu lado a dama da praça,
Mas não da praça em que passam,
O velhinho e o gurí que anda em vão,
A dama a qual me refiro, que me arranca sorrir e suspiro,
é dona da luz e da graça da praça do meu coração.
w.faria
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