Teu manto, teu oratório, tua manta teu cobertor,
juntando verso e rima, cordeis por onde ela for.
Imagem e fotografia, a foto e a minha canção,
teu leito e a melodia, da palma da tua mão.
Tambores clamam teu nome, pandeiros, velas no chão,
a arte santa e insone, teu corpo santo no chão.
Um riso e um lampejo,
de janeiro a janeiro,
desejo, desejo e desejo.
domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Para Guti Fraga (Nós do Morro)
Rugas e Rusgas
Preciso contar-lhe uma história, eu carrego nas costas as paisagens que eu vejo pelo mundo no qual ando.
carrego flores na janela, um som que principia o canto do sabiá, um tom diferente no céu, teu céu.
Rápido, pegue seu xale mais belo, use-o de refugio para seus sonhos mais adocicados, teus sonhos.
Vê os meninos soltando pipas sobre os morros, teus morros.
Vê as senhorinhas passeando com seus cachorrinhos nas calçadas, tuas calçadas.
Vê os velhinhos engravatados sob o sol caminhando sobre as pedras da vida, tua vida.
Um sorriso frouxo, grávido d'outro, explode em êxtase, chove teu choro de alegria, tua alegria.
Rí teu riso frouxo e engole tuas preçes. Um ano a mais, um dia a mais, mais uma página do livro,
abre teu olho e vê o mundo, vê o mundo e caminha tuas estradas, ensolara teu mar com tua alma.
Seja todo flor, desabroche a cada dia em solos diferentes, regue as sementes e colha teus frutos,
Carrego flores na janela, um som que principia o cantarolar feliz de alguém que antes não era poesia e hoje é um mar de versos.
Ao Amigo Guti Fraga, pelo seu aniversário.
quarta-feira, 10 de março de 2010
BELA FLOR
Bela Flor - W.Faria (Realejo)
Você é com certeza a mais bela flor que nasceu com o amor regado assim,
Você é com certeza a mais bela flor do meu jardim enfim , plantei você e só pretendo lhe colher, quando o inverno chegar aqui
Lhe protejer,
Lancar no mar,
Lhe resgatar,
Mergulhar, no seu olhar.
Você é feita de sol e clarão de luz, calor, me enfeita mão, me leva a dor.
Vou levar você pro meu esconderijo, a salvo do mundo do cinza e do não,
Vou levar você pra onde eu me for, deserto, solidão,
Tanto faz, você e eu, e ninguém mais.
Você é com certeza a mais bela flor que nasceu com o amor regado assim,
Você é com certeza a mais bela flor do meu jardim enfim , plantei você e só pretendo lhe colher, quando o inverno chegar aqui
Lhe protejer,
Lancar no mar,
Lhe resgatar,
Mergulhar, no seu olhar.
Você é feita de sol e clarão de luz, calor, me enfeita mão, me leva a dor.
Vou levar você pro meu esconderijo, a salvo do mundo do cinza e do não,
Vou levar você pra onde eu me for, deserto, solidão,
Tanto faz, você e eu, e ninguém mais.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Ano novo emprego novo!
www.vivacultura.org
ANO NOVO! EMPREGO NOVO!
Comecei esssa segunda-feira na área de criação da galera da Viva Cultura! um lugar onde as coisas acontecem de verdade! show! teatro! musica e arte de qualidade!
Fernando Parente, Marcelinho e Gustavo! gente da melhor qualidade! acelerados! rs
wesley (num post nada poético mas muito empolgado)
ANO NOVO! EMPREGO NOVO!
Comecei esssa segunda-feira na área de criação da galera da Viva Cultura! um lugar onde as coisas acontecem de verdade! show! teatro! musica e arte de qualidade!
Fernando Parente, Marcelinho e Gustavo! gente da melhor qualidade! acelerados! rs
wesley (num post nada poético mas muito empolgado)
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Pra que serve o medo?
Pra que?
w. faria
Pra que serve o medo?
De onde vem esse tal sentimento que tortura as veias e nos manda direto pro abismo obscuro e gélido da inércia sentimental?
Pra que serve o medo? E o escuro, pra que serve? Pra que serve essa ausência de imagens? Essas sombras que se atrevam sobre nós e sob o céu? Pra que serve o céu?
Certa vez, quando criança, me disseram que o céu serve para os bons, mas e os maus? Merecem o céu ou merecem mais tempo? Pra que serve o tempo? Esse emaranhado de pontos, horas e ponteiros, ora curtos ora longos, tempo bom, tempo ruim, tempo de chuva e de sol, pra que serve
o sol? Pra iluminar talvez, mas o que ninguém sabe, o que ninguém desconfia, é que o sol não ilumina a si mesmo, ele vive para iluminar os demais, a sí mesmo, ele queima, ele arde, ele se torna fogo e se consome em labaredas, em piruetas coloridas, vermelhas, amarelas, brancas e pretas. O sol serve aos outros, serve aos homens, mulheres, crianças, bichos, plantas flores, cores, montanhas e planíces com seu calor, ele é um garçom celestial, com um dom fenomenal, chega até dar medo de tanto poder, mas pra que serve o medo?
O medo é o freio do homem, é o alicerce da fé, e pra que serve a fé? Para nortear o caminho, para sentir que não estamos sozinhos e pra que ficarmos sozinhos? Se é no outro que nós nos vemos e revemos, revemos conceitos, direitos e feitos, é no outro que tentamos ser perfeitos, e
pra que ser perfeito? Ser óbvio e cheio de dogmas, pra que? se é no erro e nos deslizes que sorrimos mais, fazer tudo igual não é normal, e pra que ser normal? Se ser normal é ser igual, quero ser igual a quem não é nem de perto normal, quero ser desigual, desigualmente poesia, desigualmente amante, desigualmente romântico, desigualmente complexo, ser o nexo do desconexo e por fim, ser o eixo do desleixo e da minha poesia, colorida que erradia tanta vida, quero ser cada letra, que transporta a marcha lenta, toda minha magia.
w. faria
Pra que serve o medo?
De onde vem esse tal sentimento que tortura as veias e nos manda direto pro abismo obscuro e gélido da inércia sentimental?
Pra que serve o medo? E o escuro, pra que serve? Pra que serve essa ausência de imagens? Essas sombras que se atrevam sobre nós e sob o céu? Pra que serve o céu?
Certa vez, quando criança, me disseram que o céu serve para os bons, mas e os maus? Merecem o céu ou merecem mais tempo? Pra que serve o tempo? Esse emaranhado de pontos, horas e ponteiros, ora curtos ora longos, tempo bom, tempo ruim, tempo de chuva e de sol, pra que serve
o sol? Pra iluminar talvez, mas o que ninguém sabe, o que ninguém desconfia, é que o sol não ilumina a si mesmo, ele vive para iluminar os demais, a sí mesmo, ele queima, ele arde, ele se torna fogo e se consome em labaredas, em piruetas coloridas, vermelhas, amarelas, brancas e pretas. O sol serve aos outros, serve aos homens, mulheres, crianças, bichos, plantas flores, cores, montanhas e planíces com seu calor, ele é um garçom celestial, com um dom fenomenal, chega até dar medo de tanto poder, mas pra que serve o medo?
O medo é o freio do homem, é o alicerce da fé, e pra que serve a fé? Para nortear o caminho, para sentir que não estamos sozinhos e pra que ficarmos sozinhos? Se é no outro que nós nos vemos e revemos, revemos conceitos, direitos e feitos, é no outro que tentamos ser perfeitos, e
pra que ser perfeito? Ser óbvio e cheio de dogmas, pra que? se é no erro e nos deslizes que sorrimos mais, fazer tudo igual não é normal, e pra que ser normal? Se ser normal é ser igual, quero ser igual a quem não é nem de perto normal, quero ser desigual, desigualmente poesia, desigualmente amante, desigualmente romântico, desigualmente complexo, ser o nexo do desconexo e por fim, ser o eixo do desleixo e da minha poesia, colorida que erradia tanta vida, quero ser cada letra, que transporta a marcha lenta, toda minha magia.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de poesia quem vai?
w.faria
Olha ae, quem vai?
Quem vem?
Vale mais,
Um vintém,
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de verso e prosa quem vai?
Quem vem de poesia quem vem?
Quem vende a poesia que tem?
Quem vem de verso que critica?
Quem vem de verso que afaga?
Quem vende verso que espeta?
Quem vende verso que encoraja?
O verso é a frente de batalha!
O verso é o fronte que se espalha
A fronte sou eu!
O afronte é meu!
Quem vai de poesia quem vai?
Quem vai de verso e prosa quem vai?
Quem vem de poesia quem vem?
Quem vende a poesia que tem?
É barato!
Um barato!
Morte à barata e vida longa ao gato.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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